O que meus olhos - que são as janelas da minha mente - vêm e testemunham a beleza efémera do mundo, ativam em mim sentimentos sobre histórias e segredos, transmitindo a magia desses momentos ao sensor da minha câmera, esse olho mecânico, alquimista da luz, recebe indicações precisas para transformar em bits e pixéis o que minha alma sente.

É o que acontece sempre que faço fotografia. Esta simbiose única entre o olhar humano e a tecnologia, cria uma dança entre o real e o imaginário. Os olhos vêm, o sensor sente e juntos criam uma realidade alternativa, onde se exalta o que a mente sente e o efémero se torna eterno.